quinta-feira, 18 de julho de 2019

Considerações sobre Revisão de Textos

O conteúdo é importante. Mas a maneira pela qual você apresenta o seu texto afeta a maneira pela qual os outros o julgam. Quando você se esforça para desenvolver e apresentar suas ideias, não quer erros descuidados que distraiam o leitor do que você tem a dizer. Vale a pena prestar atenção aos detalhes que ajudam a causar uma boa impressão.

A maioria das pessoas dedica apenas alguns minutos à Revisão, na esperança de detectar erros gritantes que saltem da página. Mas uma leitura rápida e superficial, especialmente depois de você ter trabalhado bastante, não é suficiente. É melhor trabalhar com um plano definido que ajude você a pesquisar, sistematicamente, por tipos específicos de erros.

Se você souber que tem uma maneira eficaz de detectar erros quando o papel estiver quase concluído, você pode se preocupar menos com a edição enquanto estiver escrevendo seus primeiros rascunhos. Isso torna todo o processo de gravação mais eficiente.

Vale ressaltar que você, autor, deve planejar o texto. E, anteriormente ao processo de Revisão em si, realizado por um profissional na área, você deve trabalhar o texto. Além disso, é preciso destinar certo tempo para o processo de Revisão, tanto para que o Revisor possa fazer um bom trabalho quanto para o autor verificar comentários deixados pelo Revisor. Ao contrário do que muitos pensam, o Revisor não resolverá, definitivamente, todos os problemas do texto. 

Tente manter os processos de edição e revisão separados. Quando você está editando um rascunho inicial, não quer se incomodar em pensar em pontuação, gramática e ortografia. Se você se preocupa com a ortografia de uma palavra ou com a colocação de uma vírgula, não está se concentrando na tarefa mais importante de desenvolver e conectar ideias.

Orçamento para Revisão de Texto (Revisão Ortográfica e Gramatical, Revisão Crítica, Formatação conforme ABNT, APA ou CHICAGO): servicos@criteriorevisao.com.br ou andersonhander@gmail.com

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Lista de abreviaturas e siglas (ABNT)

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS (opcional) Consiste na relação alfabética das abreviaturas e siglas utilizadas no texto, seguidas das palavras ou expressões correspondentes gravadas por extenso. Recomenda-se elaborar uma lista para abreviaturas e outra para siglas (ABNT, 2011a). 

A lista de abreviaturas e siglas é um título sem indicativo numérico, ou seja, não possui identificação numérica como as outras seções, portanto, o título deve estar centralizado e negritado no texto.

terça-feira, 14 de maio de 2019

A imagem do interlocutor na escrita

"Todas as vezes que falamos ou escrevemos, construímos, em nosso texto, de maneira explícita ou implícita, uma imagem de nosso interlocutor ou de nosso leitor. Por exemplo, quando nos dirigimos a alguém, dando explicações sobre fatos muito triviais com um tom condescendente, estamos deixando claro que a imagem que temos de nosso interlocutor é de alguém não muito perspicaz, a quem é preciso explicar com paciência as coisas que todos deveriam saber. Nesse caso, a imagem que criamos é implícita. Será explícita, se dissermos claramente o que pensamos dele. 

Num texto escrito, o narrador pode instalar explicitamente um leitor no texto. Ele, muitas vezes, dialoga com esse leitor, que, evidentemente, não se confunde com um leitor de carne e osso. Assim como o narrador é um ser de papel, também esse leitor é um ser de ficção. O narrador cria também uma imagem desse leitor, quando se dirige a ele. Assim como o narrador pode estar ausente do texto, deixando que os fatos se narrem como que por si mesmos, também esse leitor de papel pode não estar explicitado no texto. Mesmo assim haverá uma imagem de um leitor criado no interior dele. 

Observe este texto, extraído de Esaú e Jacó, de Machado de Assis, em que o narrador instaura um leitor no texto e fala com ele. Esse ser ficcional é uma mulher jovem ou que, pelo menos, tem um espírito jovem. O narrador diz-lhe que a velhice é um estado de espírito e deve ela negar-se a abandonar a juventude. (...) 

Não é que ainda dançasse, mas sabia-lhe bem ver dançar os outros, e tinha agora a opinião de que a dança é um prazer dos olhos. Esta opinião é um dos efeitos daquele mau costume de envelhecer. Não pegues tal costume, leitora. Há outros, também ruins, nenhum pior, este é o péssimo. Deixa lá dizerem filósofos que a velhice é um estado útil pela experiência e outras vantagens. Não envelheças, amiga minha, por mais que os anos te convidem a deixar a primavera; quando muito, aceita o estio. O estio é bom, cálido, as noites são breves, é certo, mas as madrugadas não trazem neblina, e o céu aparece logo azul. Assim dançarás sempre. 

Machado de Assis. Esaú e Jacó. 4. ed. São Paulo, Ática, 1993. p. 87". 

Savioli, Francisco Platão & Fiorin, José Luiz Lições de texto : leitura e redação.  1.ed. - São Paulo : Ática, 2011.